CNBB: a questão já não é se a Igreja deve estar no digital, mas como
Os bispos referenciais para a comunicação se reuniram em Brasília para refletir sobre a missão no ambiente digital, a inteligência artificial e a encíclica Magnifica Humanitas.

De 6 a 8 de outubro, os bispos referenciais para a comunicação da CNBB se reuniram na sede da Conferência, em Brasília. Na pauta estavam o Sínodo, a ética da comunicação, a inteligência artificial e a encíclica Magnifica Humanitas, de Leão XIV, que ganhou uma sessão específica no dia 7.
Dom Valdir José de Castro resumiu bem o ponto de partida: a questão já não é se a Igreja deve estar presente no ambiente digital. A pergunta agora é como estar.
Do «se» ao «como»
É uma mudança importante. Durante anos, muitas comunidades viveram a internet como algo opcional, ou até como uma ameaça. A pandemia acelerou tudo: transmissões ao vivo, grupos de WhatsApp, redes sociais das paróquias.
Agora o desafio é a qualidade. Uma transmissão com som ruim, uma página desatualizada ou um perfil que só publica avisos não comunicam a vida de uma comunidade.
O que pode fazer uma paróquia
Três passos simples ajudam muito. Primeiro, escolher poucas ferramentas e usá-las bem, em vez de estar em todas as redes. Segundo, cuidar do básico: horários corretos, áudio compreensível nas transmissões, respostas às mensagens. Terceiro, formar uma pequena equipe de voluntários, para que a comunicação não dependa de uma só pessoa.
O ambiente digital é um lugar onde as pessoas vivem. Estar lá com cuidado é uma forma de missão.